dezembro 10, 2007

tanta extravagância

Somos muitos, somos tantos
nós a desenrolar o Manto
que toca o chão,
por liberdade só com uma ponta pura.

Nus que somos arrastamo-nos atrás do Manto, dedos em lança,
tão puros uma ponta só.
Esse Manto que vela dia e noite as mais sublimes visões, do alcance da ponta
tanto
que quando se vê não é com os olhos, é com pêlos, joelhos, uma completa dança,
sedição
do coração dos pés ao coração das mãos.

Tecidos de fogo e água: trabalho farto por dentro e por fora: o manto: delicado bordado: furacão.

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