dezembro 10, 2007

Meia hora

Pra um dedo de prosa
um assobio frouxo,
e uma paragem porosa.

Demi-mundo,
Dá-me sementes de Bom-dia e Boa-noite
que quero plantar o tempo vida afora.

Semi-urge o agora:
meta-botão cantado em
oração
entra dia dia sai
Dora viva avante
matura o tempo anão.

Prece que pressa afinada
Ágil que lança
meso-presságios de bonança.

Metade da mordida
Metade da metade
da precisão.

Doxa corre de porre.

Tiquinho de nada
tico do tico da imensidão.

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